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ELE É O CARA: Adolpho Loyola, o estrategista por trás da vitória de Jerônimo na Bahia

Publicado em: 5 de outubro de 2026 Atualizado:: outubro 5, 2026

Enquanto muitos enxergavam apenas a disputa voto a voto, Loyola enxergava o tabuleiro inteiro. Onde dava para vencer, avançou. Onde era difícil ganhar, reduziu a diferença. E onde ACM Neto ameaçava crescer, trabalhou para neutralizar o adversário. No fim, a estratégia deu resultado: Jerônimo Rodrigues foi reeleito governador da Bahia no primeiro turno.

Ele é o cara.

Se existe um personagem que sai das eleições de 2026 fortalecido nos bastidores da política baiana, esse nome é Adolpho Loyola.

Loyola começou de maneira discreta no governo Jerônimo Rodrigues. Sem precisar de holofotes, foi ocupando espaço através daquilo que se transformaria em sua principal marca: diálogo, articulação política, aproximação com lideranças e capacidade de construir pontes até onde parecia impossível construir qualquer entendimento.

Aos poucos, deixou de ser apenas um integrante do governo para se transformar em uma das peças mais importantes do projeto político de Jerônimo.

E quando chegou a eleição, mostrou que sabia jogar.

A estratégia que muita gente não percebeu

Toda campanha quer vencer. Isso é óbvio.

O problema é que, na ansiedade pela vitória, muitas campanhas concentram forças demais em determinados territórios e acabam abandonando regiões onde o adversário cresce praticamente sozinho.

Loyola parece ter entendido algo diferente: uma eleição estadual não se ganha olhando apenas para onde você é forte. Também se ganha impedindo que o adversário transforme seus redutos em verdadeiros massacres eleitorais.

Foi aí que entrou a estratégia.

Onde Jerônimo tinha condições de ampliar vantagem, a campanha avançou.

Onde havia possibilidade de virar o jogo, buscou a vitória.

Mas, principalmente, onde ACM Neto aparecia muito forte, o objetivo político passou a ser diminuir a diferença, neutralizar seu crescimento e impedir que o adversário compensasse, nessas regiões, as derrotas sofridas em outras partes da Bahia.

Essa pode ter sido uma das grandes jogadas da eleição.

Não precisava necessariamente vencer ACM Neto em todos os seus redutos.

Precisava impedir que Neto crescesse o suficiente para mudar o resultado estadual.

E funcionou.

Jerônimo Rodrigues terminou as urnas com 55,80% dos votos válidos, contra 43,73% de ACM Neto, garantindo a reeleição ainda no primeiro turno.

Loyola jogou xadrez

Campanha política de alto nível não pode ser tratada como jogo de damas.

É xadrez.

Cada movimento provoca uma reação. Cada município tem um peso. Cada prefeito conquistado, cada liderança aproximada, cada adversário neutralizado e cada região recuperada pode fazer diferença quando todas as urnas são somadas.

E Loyola parece ter enxergado o tabuleiro inteiro.

Em determinados momentos, para quem estava olhando apenas uma cidade ou uma região isoladamente, poderia até parecer que algumas peças estavam sendo perdidas.

Mas enquanto alguns olhavam uma peça, Loyola aparentemente estava olhando o tabuleiro.

Sacrificava-se espaço onde o custo eleitoral era menor para concentrar articulação onde seria possível produzir resultado.

É aquela velha situação do xadrez: tudo parece complicado até que surge a jogada que estava sendo construída vários movimentos antes.

Diálogo onde muitos escolheriam confronto

Outro ingrediente dessa vitória foi a capacidade de conversar.

Loyola ajudou a aproximar o governo de prefeitos, deputados, vereadores e lideranças municipais com diferentes histórias e origens políticas.

Na política, principalmente em uma eleição estadual, ninguém governa apenas para os seus.

É preciso conversar.

É preciso ouvir.

É preciso aproximar.

É preciso trazer para perto até quem ontem estava distante.

E foi justamente nessa engenharia política que Loyola mostrou força.

A campanha de Jerônimo não ficou restrita apenas ao eleitor tradicional do PT. Buscou ampliar seu campo político, conversar com forças municipais e criar uma rede de apoios espalhada pela Bahia.

Ataque cirúrgico

Também não foi uma campanha baseada apenas em defesa.

Quando foi necessário enfrentar politicamente ACM Neto, a estratégia foi cirúrgica.

Não era atacar por atacar.

Era escolher o momento.

Escolher o tema.

Escolher o território.

E, principalmente, não permitir que o adversário determinasse sozinho o ritmo da campanha.

Enquanto ACM Neto tentava avançar sobre áreas onde o governo enfrentava dificuldades, a campanha de Jerônimo trabalhava para fechar espaços, recuperar lideranças e diminuir diferenças.

No resultado final, aparece a matemática dessa engenharia eleitoral.

Ele é o cara

Jerônimo Rodrigues é, naturalmente, o grande vencedor das urnas. Foi o candidato, recebeu os votos e conquistou democraticamente mais um mandato como governador da Bahia.

Mas campanhas vitoriosas também possuem arquitetos.

E entre os responsáveis pela engenharia política dessa vitória, Adolpho Loyola merece lugar de destaque.

Ele pegou diálogo e transformou em articulação.

Pegou articulação e transformou em alianças.

Pegou alianças e transformou em estratégia eleitoral.

E transformou estratégia em voto.

Talvez muita gente tenha demorado para perceber o que estava acontecendo.

Quando percebeu, o tabuleiro já estava praticamente montado.

ACM Neto precisava crescer.

Não cresceu o suficiente.

Jerônimo precisava consolidar sua vantagem.

Consolidou.

E a Bahia decidiu a eleição no primeiro turno.

Na receita dessa vitória existem muitos ingredientes: força política do governador, peso do grupo, presença municipal, estrutura partidária, militância, alianças e eleitorado.

Mas entre eles existem cinco palavras que ajudam a explicar o trabalho daquele que comandou a campanha:

diálogo, articulação, estratégia, visão e precisão.

Seu nome?

Adolpho Loyola.

Na guerra eleitoral de 2026, enquanto muita gente jogava olhando apenas para a próxima jogada, ele parece ter jogado pensando várias casas à frente.

Adolpho Loyola: ele é o cara.

 

 

*POR Cara & Coroa


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