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Advogado Bruno Barbosa conquista na justiça decisão retificadora e liberta da prisão trabalhadores rurais de Mucuri

Publicado em: 23 de abril de 2019 Atualizado:: abril 23, 2019

Um caso que gerou grande repercussão e indignação na época, acabou tendo um desfecho na manhã desta terça-feira (23/04) com uma nova decisão da justiça de Mucuri. O advogado Bruno dos Santos Barbosa, do Escritório Barbosa, Porto e Pires Advogados & Associados de Teixeira de Freitas, que representa os interesses dos irmãos mucurienses Irlan Rodrigues da Silva e Ivan Gleison da Silva, conquistou na justiça a liberdade dos jovens que no último dia 18 de março, foram presos na companhia de outras cinco pessoas moradoras da região do povoado de Nova Brasília, no município de Mucuri, sob suspeita de estarem envolvidas em incêndios contra pilhas de madeira de eucalipto da empresa Suzano, com acusação de crimes de  incêndio, associação criminosa e extorsão.

Na época a Polícia Civil de Teixeira de Freitas cumpriu mandado de prisão de 7 pessoas que estavam com mandados expedidos de prisão preventiva na Operação Fogo Amigo. A ação foi ordenada pelo DEPIN – Departamento de Polícia do Interior e coordenada pela 8ª COORPIN. A própria Suzano foi quem interceptou a possível “confissão” dos acusados por meio de dois e-mails que a empresa deduz que tenha sido de autoria de um deles envolvendo os demais. Mas para o advogado Bruno Barbosa, os e-mails não são provas materiais e nem suficientes para acusar alguém, sendo que os tais mensagens surgiram de um computador de um órgão público (PSF) do distrito de Nova Brasília.

Para pedir a liberdade dos seus clientes, que estavam presos em Teixeira de Freitas há 33 dias, o advogado Bruno Barbosa explicou que além da clara inocência, todos eles são pessoas idôneas, nunca se envolveram em vandalismo, possuem residências fixas, são pais de famílias e nenhum deles nunca antes registrou passagem pela polícia. Inclusive são todos funcionários e ex-funcionários da própria Suzano. Bruno Barbosa explica que os irmãos em que defende neste caso, o Irlan por exemplo é servidor público municipal de Mucuri concursando na função de motorista de ambulância há 4 anos e ex-brigadista da Suzano. Seu irmão Ivan é também funcionário público municipal de Mucuri há 6 anos concursado na função de motorista de ambulância, que atualmente ocupa a função de administrador do distrito de Nova Brasília e há 9 anos é funcionário da Suzano.

Na realidade o advogado Bruno Barbosa conquistou uma decisão retificadora com o relaxamento de todos os acusados. A decisão foi da própria juíza de direito Tarcísia de Oliveira Fonseca Elias, da comarca de Mucuri, que acolheu o pedido da defesa, entendendo que o excesso de prazo decorrido para conclusão do inquérito e a falta de materialidade que provasse o envolvimento dos mesmos, tanto que o Ministério Público Estadual não ofereceu denúncia, constatando, portanto, o constrangimento ilegal nas prisões dos indiciados e, assim retificou a fundamentação da sua própria decisão. A decisão terminou sendo também extensiva para os outros cinco trabalhadores rurais Nillton Ribeiro da Silva, Márcio Romualdo Rocha, Moisés Costa dos Santos, Reginaldo Santos Matias e esse último, Márcio Rodrigues de Oliveira que já havia sido preso no dia 2 de abril.

 

*Por Athylla Borborema


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