Publicado em: 4 de março de 2022 Atualizado:: março 6, 2022
Os Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022 começaram oficialmente nesta sexta-feira, 4.03. Quando a pira paralímpica foi acesa no estádio Ninho do Pássaro, na capital chinesa, a paranaense Aline Rocha e o rondoniense Cristian Ribera, atletas do esqui cross-country, haviam desfilado com a bandeira brasileira no centro da arena.
Eles são dois dos seis competidores da missão brasileira na China, a maior delegação que o Brasil já levou a uma edição de Jogos de Inverno. São cinco no esqui cross-country e um no snowboard. As primeiras provas com brasileiros acontecerão na noite (no Brasil) do sábado, 5.03, com a estreia dos cinco do cross-country na prova longa (18Km para os homens e 15km para as mulheres) e a prova de snowboard cross.

Esta é a terceira participação do país no evento. Em Sochi 2014, eram dois representantes. Na cidade coreana de PyeongChang, quatro anos mais tarde, três – Aline e Cristian entre eles.
Chegar a Pequim com o dobro de atletas do ciclo anterior reflete o investimento do Comitê Paralímpico Brasileiro nos desportos na neve. No ciclo pioneiro em temporadas de inverno no esporte paralímpico nacional, foram empreendidos R$ 484 mil na trajetória até Sochi 2014. Nos quatro anos posteriores, o montante saltou para R$ 1,9 milhão, com média anual de R$ 476 mil. Já para Pequim, a média saltou para R$ 1,2 milhão e o ciclo se encerra com estes Jogos e R$ 4,8 milhões dedicados aos desportos na neve.
Os recursos são provenientes da Lei Agnelo Piva, que destina aproximadamente 1% da arrecadação bruta das loterias federais ao Comitê Paralímpico Brasileiro, que, em seguida, repassa às confederações.
A CBDN (Confederação Brasileira de Desporto na Neve) é a entidade gestora dos recursos destinados às modalidades de neve e responsável por organizar o calendário de competições, treinamentos, prospectar talentos em potencial e fomentar a base.
Cristian Ribera e Aline Rocha carregaram em Pequim, além da bandeira na cerimônia de abertura, alguns dos mais expressivos resultados da história do Brasil.
Ribera, 19, conquistou a inédita medalha de prata na prova de sprint do esqui cross-country no Mundial de esportes de neve, em 22 de janeiro, em Lillehammer, na Noruega. Jamais um atleta brasileiro no esporte olímpico ou paralímpico havia subido ao pódio em mundiais de esportes na neve. Na prova longa (18KM), ele está entre os cinco melhores do mundo.
Já Aline Rocha conquistou duas medalhas na etapa da Copa do Mundo de Ostersund, na Suécia, em fevereiro. É importante ressaltar que na classe de Aline compete uma das mais completas atletas paralímpicas de todos os tempos: a norte-americana nascida na Ucrânia Oksana Masters, dona de dez medalhas em Jogos Paralímpicos em quatro modalidades, sendo dois ouros no esqui cross-country nos Jogos de Inverno de 2018 e dois ouros no ciclismo nos Jogos de Verão de Tóquio 2020.
Além do aumento do número de atletas em uma edição de Jogos de Inverno, o Brasil também diversificou sua delegação. A missão brasileira na capital chinesa conta com seis atletas: dois de São Paulo, um do Paraná, do Rio Grande do Sul, além de um paraibano e rondoniense.
Além disso, a delegação brasileira conta com dois estrangeiros em sua comissão técnica: o argentino Federico Cichero, que trabalha numa função chamada de wax-tech, e o europeu Nuno Marques, treinador do snowboarder gaúcho André Barbieri.
*Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)
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