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Após férias em Salvador, Bia Ferreira mantém foco nas olimpíadas de Tóquio

Publicado em: 30 de dezembro de 2019 Atualizado:: dezembro 30, 2019

O ano de 2019 foi bastante proveitoso para a lutadora baiana | Foto: Fernando Priamo | Divulgação - Foto: Fernando Priamo | Divulgação

Atualmente, Bia Ferreira só tem olhos para uma coisa: A vaga nos jogos olímpicos de Tóquio, em 2020. Filha de lutador, a soteropolitana criada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, carrega na veia o sangue de lutadora que viu, desde muito cedo, seu pai, Raimundo Oliveira Ferreira, mais conhecido como ‘Sergipe’, calçar as luvas e subir no ringue.

“Eu comecei no boxe desde muito novinha, vendo meu pai praticar e lutar. Assim, eu passei a admirar o esporte e tive vontade de praticar também. Apesar de começar a praticar cedo, só fui competir mais tarde, com 18 anos. Nesse tempo, eu parei e voltei algumas vezes, mas sempre sabendo que um dia eu iria competir”, contou a pugilista.

Na verdade, Bia não conseguiu somente competir, mas vencer e ter grande sucesso em sua trajetória profissional. A lutadora foi ouro nos Jogos Pan-Americanos em Lima, no Peru, campeã no mundial de boxe, na Russia, e ainda recebeu o título de melhor atleta do ano, superando nomes como o da nadadora conterrânea, Ana Marcela, e o da esgrimista Nathalie Moellhausen. Detalhe, tudo isso apenas em 2019.

“Eu fiquei muito feliz. Foi um ano de muita dedicação, então eu almejava ter esses resultados e, quando recebi a notícia e vi que tinha a chance de estar recebendo esse título (de melhor atleta do ano), eu fiquei muito feliz. Para mim, foi um grande empurrão para estar conseguindo ainda mais resultados e melhores colocações e quem sabe uma medalha lá em Tóquio”, revelou.

Se o foco está em Tóquio, o caminho que vem sendo traçado pela baiana é bastante positivo. Neste ano, por exemplo, a pugilista não perdeu uma luta sequer. Segundo ela, todo esse período de ‘bons frutos’ tem servido para ela superar algumas barreiras, amadurecer enquanto lutadora e controlar o psicológico na hora das lutas, aspecto que ela considera um dos mais importantes profissionalmente.

“Não só esse ano, mas desde 2017 que eu venho em uma trajetória de um cartel positivo. Muito feliz com esses resultados, mas sei que tudo isso não viria fácil se eu não me dedicasse e lutasse tanto para conquistar as coisas que almejo. Esse ano foi incrível, foi de grandes superações. É muito bom ver meu amadurecimento no esporte, a facilidade de conseguir controlar o aspecto emocional, que é o ponto alto de um atleta. Estou muito feliz e espero que ano que vem seja ainda melhor”, projetou.

Para conquistar a tão sonhada vaga, Bia Ferreira terá duas oportunidades no início da temporada. A primeira será o torneio pré-olímpico, em março. Dois meses depois, ela subirá aos ringues pelo Pré-Olímpico Mundial, em maio. Caso mantenha a série de bons resultados, o passaporte rumi a Tóquio estará mais do que carimbado.

“Sim, já estou pensando nisso há um tempo. É um campeonato muito importante, é o momento que a gente tem de conseguir a vaga e realizar um pouco do sonho que é ter um passaporte carimbado para poder chegar em Tóquio e terminar de realizar, conseguindo uma medalha. São campeonatos muito importantes, mas estou planejando conseguir (a vaga) logo no primeiro. Porque aí eu consigo focar e só pensar nos Jogos Olímpicos, sem ter preocupação de esperar um mundial. Sei que não é fácil, mas estou na briga e vou dar meu máximo até eu conseguir garantir essa vaga e, se Deus quiser, vai dar tudo certo”, garantiu.

Questionada sobre a possibilidade de estar futuramente ingressando no boxe profissional, Bia garantiu que a cabeça, neste primeiro momento, se encontra exclusivamente voltado para o esporte olímpico. No entanto, ela também não esconde a curiosidade de, um dia, se tornar uma pugilista da categoria profissional.

“Atualmente, minha cabeça está no boxe olímpico. Eu penso em participar dos jogos olímpicos, de estar vivendo aquele momento e conseguir uma medalha, que é o grande objetivo em minha carreira. A partir daí, eu não sei se continuo mais um ciclo com a equipe olímpica ou se passo para o profissional. Tudo vai depender da minha trajetória em Tóquio, mas eu gosto muito do boxe olímpico e não penso em estar participando por agora do profissional. Vou falar que tenho uma curiosidade, acho que me daria bem, meu estilo é bem parecido mas o futuro a Deus pertence. Se tiver boxe, eu estou dentro”

Férias em Salvador

Após um ano de muitas realizações, a soteropolitana conseguiu realizar ainda mais um no meados deste mês de dezembro. Depois de dois anos longe de sua família daqui de Salvador, Bia Ferreira conseguiu tirar um tempinho para retornar a suas origens e passou um tempo na casa de sua mãe, dona Suzana Soares.

No entanto, se engana quem pensa que ela está apenas curtindo. Nesse período, ela chegou a treinar um dia na academia Champion, do mestre em boxe, Luiz Dorea. Além disso, ela revelou que tem mantido alguns exercícios para se manter em dia e com a cabeça focada nos jogos olímpicos em 2020.

“Então, eu estou de férias. Fiz apenas um treino na Champion, mas não quis ficar muito presa lá por conta de ser o único momento que tenho para poder aproveitar minha família aqui em Salvador. Então eu deixei um pouco os treinos de lado, em questão técnica e mantive a corrida, a sombra, a parte física, mas preferi ficar mais em casa curtindo a família aqui”, finalizou lutadora.

*POR Alex Torres / A Tarde


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