Publicado em: 18 de abril de 2016 Atualizado:: abril 19, 2016
Na tarde desta segunda-feira, 18, a presidenta Dilma Rousseff reuniu a imprensa para conceder entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Em sua primeira manifestação após a sessão da Câmara dos Deputados que definiu a abertura do processo de impeachment, a petista declarou que se sente injustiçada pela decisão e que não viu discussão sobre crime de responsabilidade.

Injustiça sempre ocorre quando se esmaga o processo de defesa, mas também quando, de forma absurda, se acusa alguém por algo, primeiro, que não é crime, e segundo, acusa e ninguém se refere a qual é o problema”, disse, ao se declarar “indignada”. Em seu contato com os jornalistas, Dilma também criticou o vice-presidente Michel Temer, sem citar seu nome, e afirmou que a sociedade não gosta de traidores. “Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada, porque cada um de nós sabe a injustiça e a dor que se sente quando se vê a traição no ato”.
Após o pronunciamento, a presidente recebeu perguntas de jornalistas, tendo respondido alguns repórteres como Catarina Alencastro, do jornal O Globo, Leandro Magalhães, da TV Cultura, Leandro Prazeres, do Uol, e André Barrocal, da revista Carta Capital. Ela respondeu questões sobre o afastamento do ministro Mauro Lopes, da Aviação Civil, que votou de maneira favorável ao impeachment, possíveis mudanças na equipe e recompactuação com o Senado.
Transmitida no Facebook, a primeira aparição pública de Dilma após a votação que definiu a admissibilidade do processo de impeachment alcançou mais de 250 mil visualizações, com pico de 48 mil usuários assistindo ao vivo. Até o fechamento desta matéria, a publicação também tinha sido compartilhada mais de 7 mil vezes e recebeu mais de 79 mil comentários na rede social.
*Imagem: Agência Brasil
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