Publicado em: 4 de maio de 2021 Atualizado:: maio 4, 2021
O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ter alertado “sistematicamente” o presidente Jair Bolsonaro sobre as “gravíssimas consequências” de suas posturas sobre a pandemia, ao depor nesta terça-feira, 4, na CPI que define as responsabilidades na tragédia que deixou mais de 408.000 mortos no país.
“Recomendamos expressamente que a Presidência revisse a postura, pois poderia gerar colapso do sistema da saúde”, afirmou Mandetta, que deixou o cargo em abril de 2020, por defender o distanciamento social como forma de contenção do vírus.
“Alertei sistematicamente”, acrescentou, em referência a uma carta que teria entregue a Bolsonaro, que desde o início da pandemia minimizou a doença, se opôs ao uso de máscaras, incentivou aglomerações e defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.
“O Brasil poderia ter feito mais. Poderíamos estar vacinando desde novembro do ano passado”, dois meses antes do início de uma lenta campanha de imunização, declarou Mandetta, a primeira testemunha a depor convocada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na semana passada pelo Senado.
Mandetta afirmou que as orientações de Bolsonaro confrontavam publicamente as do Ministério da Saúde e que isso “dava uma informação dúbia à sociedade”.
*POR AFP
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