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Fundação Mamãe África Participa de seminário da Fundac em Salvador

Publicado em: 26 de abril de 2013 Atualizado:: abril 26, 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fundação Mamãe África de Caravelas participou na última terça-feira, 23 de abril, no Teatro da Universidade Estadual da Bahia – UNEB, no Cabula em Salvador, de uma das etapas do ciclo de seminários Integração, denominado de “Transformando Práticas e Vivências na Socioeducação”, realizados pela Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC).

Definido como “Seminário étnico-racial – Identidades históricas, diversidades e diferenças na socioeducação” e “Criminalização da juventude negra: um hiato entre a vivência socioeducativa e os marcos normativos”, o encontro teve como público-alvo gestores, coordenadores, professores, arte-educadores, educadores de mídia e demais profissionais da socioeducação.

O professor Samuel Vida, representante do Programa de Direito e Relações Raciais da Universidade Federal da Bahia e do Afro Gabinete de Articulações e Iniciativas Institucionais e Jurídicas – AGANJU palestrou na abertura do evento, e apresentou um espelho da condição social historicamente imposta ao negro.

A condição de escravo, a liberdade sem reparação, leis que impediram o desenvolvimento do negro no Brasil, demonização proposital da religião de matriz africana e o racismo institucional foram abordados através das estatísticas do crescimento da violência, onde o principal ator é o jovem negro.

Participaram também como palestrantes, Ricardo Pamfílio, da ANAI – Associação Nacional de Ação Indigenista, Felipe Freitas, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial –SEPRIR, Geovan Bantu, da Juventude Negra, a jornalista Viviam Caroline Queirós, dos projetos Didá e o cacique Juvenal Payayá, que abordaram as diversas perspectivas em que o socioeducador deve se inserir, para o desenvolvimento de uma abordagem que não reproduza discursos preconceituosos.

Do extremo sul que foi a única região do interior da Bahia a ter representantes no seminário, participaram o representante da Câmara de Juventude do Extremo Sul, Neuzivan dos Santos, a representante da Rede de Educação Cidadã – Recid, Rosângela Muniz e o  vice-presidente do Conselho Administrativo da Fundação Mamãe África de Caravelas, Rubens Floriano. Em sua fala Neuzivan destacou a importância de que as ações cheguem aos municípios do interior. “No extremo sul estão as duas cidades mais violentas do estado, é necessário que a FUNDAC leve cursos de formação para os municípios distantes, que não fiquem apenas na capital e região metropolitana”, disse.

A educadora da Recid lembrou que a presença da FUNDAC no extremo sul facilita o processo de ressocialização dos jovens. “Levar o adolescente para cumprir medida socioeducativa na capital o distancia dos familiares e dificulta o apoio dos familiares ao reeducando”, afirmou Muniz. Já Rubens Floriano destacou a necessidade de identificar as particularidades de cada região para o desenvolvimento de programas específicos.

“O Estado precisa entender as demandas de cada região. O extremo sul é uma região rica, mas que apresenta um grande número de pessoas, geralmente negras, que ainda vivem na linha da pobreza, e que se quer tem acesso aos programas de transferência de renda do Governo Federal. Em especial, são famílias que vieram do campo, ou que ainda vivem fora dos centros urbanos”, disse Rubens Floriano. O vice-presidente agradeceu o apoio que a Fundação Mamãe África recebeu para levar representantes de entidades regionais ao encontro estadual em Salvador.


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