Publicado em: 22 de janeiro de 2016 Atualizado:: janeiro 22, 2016
De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB-BA) teria trocado mensagens com o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato. O tucano baiano teria enviado duas mensagens para tratar de doações da empresa para sua campanha.
Na primeira, em 29 de setembro, Jutahy pede ajuda do empresário para a complementação de um valor combinado. “Caso seja possível, gostaria da sua ajuda para Varjão (funcionário da OAS) completasse o combinado. Desde já agradeço a grande ajuda que vcs deram para minha campanha. Do amigo Jutahy”, diz o texto.
O segundo contato ocorreu em novembro e é uma mensagem de agradecimento, em que o parlamentar baiano diz ter encerrado sua campanha no verde. “Entreguei hoje minha prestação de contas da minha campanha sem débitos. Mais uma vez obrigado pela grande ajuda de vcs. Abrç amigo do Jutahy”, ressalta o texto encaminhado ao então presidente da OAS, datado de 3 de novembro. Em sua prestação de contas, o deputado declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 30 mil da empresa.
Antes disso, no entanto, um funcionário da empresa informou a tucano que naquele dia (14 de setembro) Pinheiro falaria com ele. À Justiça Eleitoral, em 2014, Jutahy declarou ter recebido R$ 30 mil da OAS.
O deputado baiano confirmou à Folha ter recebido doação no valor de R$ 30 mil da OAS e informou ainda que conseguiu que a empresa doasse R$ 300 mil ao diretório estadual do PSDB na Bahia. Ele disse também que no dia 3 de novembro enviou a mesma mensagem de agradecimento a todos os colaboradores financeiros da sua campanha.
Outros nomes – Segundo a Folha, as mensagens obtidas pela PF no celular de Pinheiro mostram que, além do parlamentar baiano, o senador Agripino Maia (DEM-RN) e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) também teriam recebido doações da OAS. Conforme a reportagem, as mensagens filtradas até agora pela PF no celular do ex-presidente da OAS representam menos de um por cento das mais de 80 mil mensagens registradas no celular de Léo Pinheiro, o que significa que outros nomes de parlamentares de oposição ao governo federal podem aparecer nas comunicações.
O senador Agripino Maia também confirmou à Folha ter procurado Léo Pinheiro para pedir doação. Segundo ele, a OAS sempre colaborou com o DEM, como faz com diversos outros partido, ao assinalar que as doações foram legais e que a sua legenda está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. O deputado Rodrigo Maia também defendeu a legalidade das doações e informou que elas foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com o informado ao TSE, o DEM teria recebido R$ 2,5 milhões em doações da OAS em 2014.
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