Publicado em: 16 de janeiro de 2021 Atualizado:: janeiro 16, 2021
O diretor-executivo do laboratório indiano Serum Institute, Adar Poonawalla, disse na sexta-feira, 15, que o envio das doses da vacina contra a Covid-19 ao Brasil só deve acontecer daqui a duas semanas. O Brasil importou 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford produzidas pelo laboratório Serum na Índia.
Em entrevista ao jornal Times of India, Poonawalla frisou que a exportação do estoque ao Brasil não vai atrapalhar o programa de vacinação da Índia. Com mais de 1,3 bilhão de habitantes, o país iniciou própria campanha de vacinação na mesma semana em que o governo brasileiro decidiu enviar o avião a Mumbai.
Poonawalla explicou que a prioridade do laboratório sempre foi a vacinação da população local. “Nossa primeira prioridade sempre foi nosso próprio país. Assim que cuidarmos disso, podemos começar a exportar as doses da vacina para outros países a todo vapor”, disse.
“Será a primeira exportação de Covishield. Vai ocorrer daqui a duas semanas. Temos um grande estoque. A exportação não vai prejudicar o programa de vacinação da Índia de maneira alguma”, disse ele.
A Covishield é a versão local do imunizante da Universidade de Oxford e da AstraZeneca. As duas milhões de doses compradas pelo Brasil fazem parte de um lote de importação solicitada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ao laboratório Serum.
O voo da Azul para buscar as 2 milhões de doses da vacina de Oxford contra o coronavírus iria decolar para Mumbai, na Índia, na quinta-feira, 14, mas foi adiado para sexta-feira, 15. O carregamento chegaria ao Brasil na tarde de domingo, 17, mas o voo acabou cancelado.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores se limitou a dizer que o recebimento das vacinas, produzidas pelo laboratório indiano, vai demorar mais que o esperado. Isso porque o governo indiano alega “problemas logísticos” para atender à demanda do Brasil ao mesmo tempo em que inicia a campanha nacional de vacinação, agendada para sábado, 16.
O governo indiano vetou a liberação imediata das doses e não se comprometeu com um prazo, frustrando os planos brasileiros de começar a distribuir o imunizante pelos estados na próxima semana, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libere no dia anterior seu uso emergencial.
*POR Redação / A TARDE
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