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Mesmo com tragédia na BR-101, Eco 101 não fala em duplicação no ES

Publicado em: 18 de setembro de 2017 Atualizado:: setembro 18, 2017

ANTT, por sua vez, reforçou a duplicação, mas disse que, segundo o contrato, ela está prevista para acontecer no 23o ano da concessão, ou seja, em 2035.

Mesmo com a tragédia na BR-101, em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, no domingo (10), a concessionária Eco 101 manteve, na segunda-feira (11), a proposta de construir apenas faixas adicionais na via, contrariando a duplicação prevista em contrato.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por sua vez, reforçou que a duplicação é necessária, mas disse que, segundo o contrato, ela está prevista para acontecer no 23º ano da concessão, ou seja, em 2035.

O impasse com relação à duplicação começou em julho deste ano. Mesmo prevista em contrato assinado em 2013, a duplicação da rodovia foi negada pela concessionária Eco 101, que administra a BR-101 no Espírito Santo.

“As dificuldades afetaram o contrato de tal forma que não há como recuperar o atraso. Na forma como está, não se cumpre”, assinalou Roberto Paulo Hanke, diretor superintendente da Eco 101, no dia 21 de julho.

A Eco 101 disse que não foi oficialmente notificada da recusa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acerca da proposta de faixas adicionais na rodovia e contornos viários.

Governo do estado

O governador Paulo Hartung defendeu que a Eco 101 cumpra o contrato e realize as obras de duplicação previstas no documento.

Nesta segunda, Hartung conversou com o presidente Michel Temer e acertaram para esta semana uma audiência em que vão debater o tema. O governador também disse que vai enviar um ofício à presidência para protocolar a questão.

Senado

O senador Ricardo Ferraço disse, em nota, que “a situação da BR-101 é insustentável”. Segundo ele, “já passou da hora de a Eco 101 ser afastada da administração da rodovia”.

Ferraço afirma que “a Eco 101 teve todas as oportunidades para duplicar a rodovia e não o fez”. Ele também criticou o governo federal pela falta de fiscalização.

 

 

*Por Victoria Varejão, G1 ES


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