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Militares convencem Bolsonaro a não demitir Mandetta, diz jornal

Publicado em: 6 de abril de 2020 Atualizado:: abril 6, 2020

Mandetta tem posições que divergem com as do presidente | Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não deve ser demitido nesta segunda-feira, 6. De acordo com a Veja, o presidente Jair Bolsonaro já havia decidido pela exoneração do principal nome do governo no combate ao coronavírus, mas no final da tarde foi convencido por militares, como os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo), de que a melhor decisão seria manter o ministro por enquanto.

Conforme a Veja, mesmo com a mudança de ideia do presidente, a possibilidade de exoneração de Mandetta, continua forte. O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania, a imunologista e oncologista Nise Yamaguchi, diretora do Instituto Avanços em Medicina, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, são apontados como favoritos a ocupar o cargo.

Osmar Terra e Barra Torres tem pensamentos parecidos com os de Bolsonaro em relação a medidas de isolamento da população. Já Yamaguchi é entusiasta do uso de cloroquina como tratamento da covid-19, posição também sustentada pelo presidente.

Mandetta tem posições que seguem a linha científica e seguem em acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), como a defesa ao distanciamento social. Bolsonaro, no entanto, acredita que somente os mais velhos devem permanecer isolados como forma de não prejudicar a economia.

Na última semana, os dois entraram em conflito público. Em entrevista a rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que ele e Mandetta “estavam se bicando” e que “faltava humildade” ao ministro. Mandetta por sua vez, respondeu afirmando que “quem tem mandato público fala, e que não tem, como eu, trabalha”.

 

 

*Da Redação / A Tarde


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