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Otto agradece elogios, mas diz que prefere concorrer a Senado

Publicado em: 6 de maio de 2013 Atualizado:: maio 6, 2013

Ter sido citado em entrevista pelo secretário de Urbanismo e Transportes José Carlos Aleluia foi, para o vice-governador Otto Alencar, motivo de alegria e agradecimentos, mas as reverências ao antigo amigo ficam somente no plano pessoal, segundo ele. Em entrevista Otto alega que não há possibilidade de haver uma união de seu nome com os da atual oposição para a disputa do governo e que, na verdade, seu desejo atual é viabilizar a candidatura ao Senado em 2014.

O secretário estadual de Infraestrutura também acredita que, para se desviar do caminho do Senado, deveria haver uma confluência de fatos que o trouxesse para a linha de frente, substituindo os prováveis candidatos do PT no jogo político das próximas eleições. Otto avalia que ser governador não é seu desejo pessoal, mas que como é partidário da política de grupos, se mantém disponível para uma mudança de tendências.

“Na política tudo pode acontecer. Eu não penso exclusivamente no que me interessa, mas não vejo em mim esta paixão de ser governador. Isso (disputar o governo) teria de ser uma coisa da vontade do grupo. É uma decisão do grupo do governador. Antigamente, eu era do grupo do senador Antônio Carlos Magalhães e a decisão era do grupo. Ele reunia as lideranças e a decisão saía. E agora a decisão é do grupo do governador”, ponderou.

 

Tais especulações avalia Otto, fazem parte de uma atual “confusão” que público, político e também jornalistas fazem a partir da relação de entendimento entre Jaques Wagner e ACM neto em prol da gestão em Salvador. Para ele, os dois atuam afinados hoje porque pensam no bem da cidade e que construções administrativas não tem a ver com alinhamento político, ao contrário do que se pode pensar. Por isto, Otto afirma não ver DEM e PT no mesmo barco no ano que vem e que ambos construirão seus caminhos políticos independentemente.

Apesar de reconhecer que deseja ser senador, o vice-governador negou já ter debatido o assunto com Wagner, que sempre que pode diz que não seguirá o caminho previsível de deixar a administração estadual em busca do parlamento em Brasilia. Segundo ele, esta conversa certamente não acontecerá em 2013. “As cosias precisam acontecer no momento certo. Na política, quem chega antes é afobado e quem chega depois está atrasado. Política tem o seu momento. Como diria Adoniran Barbosa, bom de briga é quem cai fora da briga. Na Bahia, os únicos que ganharam alguma coisa brigando foram Popó e Júnior Cigano. Os outros todos que brigaram, perderam.”


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