Publicado em: 18 de março de 2014 Atualizado:: março 18, 2014
Enganados estão aqueles que apostam que o PPS na Bahia irá seguir rigorosamente a aliança nacional com PSB e firmar apoio automático com Lídice da Mata. O PPS baiano vai priorizar a montagem de uma coligação proporcional que garanta a eleição de deputados federais e estaduais, já que a sigla na Bahia está sem representação na Assembleia Legislativa e Congresso Nacional.
“Olha, tem muita gente especulando as coisas sobre o PPS com muita imaturidade e inocência. Nós vamos olhar primeiro para o nosso lado, depois vamos ver que grupo vamos nos aliar. Se a composição com Lídice favorecer a eleição de deputados para o PPS e para os partidos que compõem a nossa frente, aí unimos o útil ao agradável. Agora se for ruim para o nosso grupo, aí é outra coisa”, declara o vereador soteropolitano Joceval Rodrigues, presidente do PPS na Bahia, em entrevista.
Com essa declaração, o dirigente deixa claro que não está nem um pouco preocupado com especulações sobre seu destino. Alguns defendem que ele deve obediência à aliança nacional do PPS-PSB e precisa apoiar Lídice na Bahia. Já outros dizem que Joceval tem obrigação moral de caminhar ao lado do candidato da oposição, uma vez que ele é o líder do prefeito ACM Neto na Câmara Municipal. “Eu vou olhar primeiro o lado do PPS, que precisa eleger deputado federal e estadual. Por isso estou conversando com todos os candidatos ao governo, exceto Rui Costa, pois com o PT a gente não fecha de jeito nenhum”, reforça.
Braço direito de ACM Neto, o vereador Léo Prates, vice-líder do governo e líder do DEM na Câmara de Salvador, declarou em entrevista que a possível aliança do PPS com a senadora Lídice da Mata será respeitada pelo prefeito, caso ocorra. “Neto tem respeitado as peculiaridades de cada partido. O PPS nacional firmou aliança com Eduardo [Campos, presidenciável pelo PSB] e Joceval talvez precise seguir a orientação superior. É preciso saber separar as coisas.
A função de Joceval Rodrigues como líder de bancada é defender a gestão municipal e seus projetos dentro da Câmara, e isso ele faz muito bem, inclusive me orgulho de ser seu vice-líder. Agora eleição é outra coisa”, defende Léo Prates, que completa exemplificando outros casos partidários parecidos.O PRB tem a vereador Eron na vice-liderança do prefeito ACM Neto na Câmara e no âmbito estadual faz parte da base do PT.
O PSC a mesma coisa. Então são casos com suas peculiaridades que precisam ser respeitado , finalizou Prates.
* Por Gusmão Neto
Últimas notícias