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PPS vai denunciar Arthur Chioro se ele for nomeado ministro, afirma Rubens Bueno

Publicado em: 26 de janeiro de 2014 Atualizado:: janeiro 26, 2014

Se a presidente e pré-candidata à reeleição Dilma Rousseff insistir em nomear Arthur Chioro para comandar o Ministério da Saúde, o PPS vai apresentar denúncia contra ele na Comissão de Ética da Presidência da República, anunciou neste sábado o líder do partido na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR). “Nunca antes na história deste país um ministro terá sido denunciado em tão pouco tempo após sua posse”, ironizou o parlamentar.

No entender de Bueno, Chioro “prepara uma fraude para burlar a caracterização de conflito de interesses, que fere o código de conduta da alta administração federal”. O deputado se refere à transferência das cotas de Chioro – que atualmente é secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP) – na empresa de consultoria Consaúde à mulher dele, Roseli Regis dos Reis.

A Consaúde presta serviços a prefeituras de cidades do estado de São Paulo.

“É evidente que o secretário continua parte interessada na empresa, e essa transferência só é admissível no conceito torto de ética petista”, disse o líder do PPS. Para ele, a posição de Chioro  – de dono de 99% da Consaúde – “era tão incompatível com seu cargo na prefeitura que ele tomou a decisão de transferir as cotas porque a legislação federal proíbe que agentes públicos se mantenham à frente de empresas privadas”.

O repasse das cotas, no entanto, diz Bueno, não resolve o problema, já que elas ficarão com a mulher do já chamado futuro ministro. “Ao fazer essa transferência visando o cargo de ministro, ele se coloca no último grau da cara de pau, porque busca se colocar em aparente legitimidade, mas na verdade quer mesmo é burlar o código de conduta da alta administração federal”.

“Temos que ficar atentos todos os dias para tentar evitar que o Estado brasileiro continue a ser tomado pelo PT e seus aliados. É impressionante a ousadia dessa gente”, afirmou Bueno. Chioro está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo por suposta improbidade administrativa.

 

 

*Da Redação / Valéria de Oliveira


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