Publicado em: 2 de março de 2013 Atualizado:: março 2, 2013
Bolo de aipim e de milho, pães variados, biscoitos de polvilho produzidos por um grupo de 19 mulheres assentadas fazem parte do cardápio da merenda de alunos de três escolas estaduais baianas, nos municípios de Mucuri e Teixeira de Freitas,, onde estudam cinco mil alunos. As mulheres são de quatro assentamentos do município de Mucuri: Fazenda Esperança, Lagoa Bonita, Jequitibá e Paulo Freire.
O grupo começou o fornecimento através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em 2012. Nesse ano de 2013, a expectativa é de que possam dobrar a produção e renda caso sejam contempladas por um projeto, preparado pela Assessoria Técnica do Incra, do Núcleo Operacional de Mucuri, para aquisição de quatro cozinhas industriais.
Segundo a técnica social da Assessoria, Lucely Ruas, o projeto foi apresentado ao Programa Vida Melhor, do governo do estado, cujo resultado ainda não foi divulgado. “Pretendemos também inscrevê-lo no Terra Forte do Governo Federal. É muito importante a implantação das cozinhas industriais nesses assentamentos. Caso sejam viabilizadas, resultarão em mais assentados trabalhando, uma maior produtividade e, em consequência, no aumento da renda”, contextualiza.
Lucro – Até o mês de dezembro, cada assentada do grupo conseguia lucrar R$ 600 mensais, com as cozinhas industriais implantadas, os ganhos irão dobrar, segundo cálculos das mulheres e do projeto da Assessoria do Incra. “Elas ainda estão pagando prestações de equipamentos de trabalho, como formas e utensílios de cozinha, o que é contabilizado como despesa”, complementa Lucely.
Atualmente a produção é de 1,2 mil kits lanche que varia, de acordo com o calendário estipulado pelas escolas. São pedaços de bolos, pacotes de 100 ou 80 gramas de biscoito polvilho do tipo avoador ou unidades de “ximango” (outro tipo de polvilho), de pães pizza, batata, cebola e de assadeira.
Padronização – Em novembro, o grupo participou de um treinamento promovido pela Assessoria Técnica do Incra para a padronizar e uniformizar os produtos para o Pnae. “Com a entrega dos produtos para a merenda escolar, os agricultores tiveram que melhorar a organização da produção. Houve a necessidade de organizar a logística de entregas para as escolas e, principalmente, seguir o calendário estipulado junto às escolas e aos nutricionistas em relação a qualidade do produto”, conta a técnica social.
* Informações de Cíntia Melo
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