Publicado em: 16 de maio de 2020 Atualizado:: maio 17, 2020

O Sindicato dos Policiais Federais no Estado da Bahia (SINDIPOL-BA), emitiu na manhã deste sábado, 16, uma nota de repúdio a fala do Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva no Palácio da Planalto, onde comparou os servidores públicos do Brasil a “assaltantes”.
“Por favor, não assaltem o Brasil, quando o gigante está de joelhos”, pediu o ministro da Economia.
No documento, o sindicato ressaltou que “assalto” é uma ação criminosa e que tal preocupação decorre do fato de se tratar de profissionais cujas carreiras são essenciais para o funcionalismo público, inclusive no combate a tal prática.
Confira a nota na íntegra:
O Sindicato dos Policiais Federais no Estado da Bahia (SINDIPOL-BA) condena veementemente o ataque feito nesta sexta-feira, 15, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, aos servidores públicos. O ministro, de forma agressiva e desrespeitosa, chamou ainda de “assalto” a possibilidade de qualquer tipo de progressão funcional de carreira, prevista em Lei, antes e acima de tudo.
O SINDIPOL-BA ressalta que “assalto” é uma ação criminosa, que tal preocupação decorre do fato de se tratar de profissionais cujas carreiras são essenciais para o funcionalismo público – inclusive COMBATENDO ASSALTOS.
O SINDIPOL-BA considera ainda a fala do ministro como irresponsável, já que pela situação atípica em um momento de pandemia, com dívida pública inevitavelmente crescendo por conta de tais gastos excepcionais e inevitáveis, tudo isso não dá qualquer espaço para ilações agressivas, ofensivas à moral e dignidade de todo e qualquer servidor público brasileiro. Com certeza existem expedientes e negociações que não ofendam a reputação profissional de qualquer servidor.
Por fim, o SINDIPOL-BA entende que a declaração do ministro de Estado da Economia é um desserviço para a população, visto que quanto mais indispensável ou inevitável for a despesa, maior será a necessidade de à elas se enfrentar e incorrer. Por
isso mesmo, diante de catástrofes naturais, afetando inesperadamente populações inteiras, não é um argumento aceitável para nenhum governante atentar contra a honra e dignidade de trabalhadores, com o objetivo de justificar os efeitos da tragédia. Situação anômala como essa exige no mínimo mais compostura, estatura intelectual à altura de um gestor público, motivo pelo qual esta instituição não se furtará em defender, com todos os meios que a lei dispõe, a honra e a dignidade dos servidores públicos, especialmente dos servidores da Polícia Federal no Estado e no país.
*POR Ananda de Freitas
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