Publicado em: 11 de agosto de 2019 Atualizado:: agosto 11, 2019
Nosso primeiro artigo é sobre um tema bastante abordado nos últimos meses na mídia. Trata-se da Síndrome de Burnout – o estresse crônico causado pelo trabalho que pode levar o corpo e a mente ao esgotamento. A síndrome foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com A International Stress Management Association (Isma-BR) 32% dos brasileiros apresentam a síndrome. Em um ranking de oito países elaborado pela Isma-BR, estamos à frente da China e dos Estados Unidos – e perdemos apenas para o Japão, onde 70% da população apresenta os sintomas do burnout.
Diante desse cenário é importante refletirmos sobre a nossa relação com o trabalho. Já parou para analisar como está a qualidade e o ritmo? Quanto tempo do seu dia é dedicado a ele? Sente-se extremamente cansado e estressado?
Estamos trabalhando cada vez mais e na era da tecnologia, como celulares e smartphones, as tarefas se estendem além do espaço da labuta – afinal, vamos checar os e-mails, redes sociais e mensagem no whatsapp – que chegam às nossas casas interferindo no convívio familiar, nos momentos de lazer e de descanso. Não paramos. E quando não paramos, o corpo e a mente reagem.
Entre as reações físicas estão o alto nível de estresse, o qual provoca alterações no corpo e no cérebro, desregulando hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo; aumento da pressão sanguínea, causando taquicardia. As pessoas que trabalham sob tensão podem ter liberação excessiva de adrenalina e cortisol (hormônio do estresse), e, por fim, ocasiona outros transtornos, como insônia e redução da imunidade, o que facilita a entrada de infecções e doenças.
E quanto às reações emocionais? A síndrome de burnout deixa a pessoa irritadiça e desanimada. Atividades prazerosas perdem a graça. E à medida que vai crescendo pode levar a outros transtornos como crises de pânico.
Os sinais
Fiquem atentos aos sinais do seu corpo e da sua mente. Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho e ele deve ser um momento também de realização pessoal. Para lidar melhor com a rotina e pressão do dia a dia temos algumas dicas de pesquisadores da área.
– Durma bem. O dia será mais produtivo após 8 horas de sono;
– Liste as prioridades do dia por ordem de importância e pense em como vai executá-las. Se houver algum imprevisto é mais fácil decidir o que não será realizado;
– Ao planejar as tarefas do dia, vá para um ambiente sem distrações, como televisão, pessoas barulhentas, grande oferta de comida;
– Estabeleça o momento do dia que irá checar redes socais e mensagens;
– Faça pequenas pausas de 15 a 20 minutos para cada 90 minutos trabalhados (De acordo com a Medicina: 90 minutos é mais ou menos o ritmo natural do corpo para alternar entre estado de descanso e de alerta). Mas não vale fazer o intervalo com estímulos tecnológicos. E nada de celulares e vídeos no YouTube.
O diagnóstico
Só um profissional especializado – psiquiatra, psicanalista e psicólogo pode avaliar se o quadro é mesmo de burnout.
Tratamento
Psicoterapia é o mais comum. Em alguns casos, medicamentos antidepressivos e ansiolíticos são indicados. Praticar exercícios e fazer atividades de lazer ajudam a aliviar a tensão.
*POR [email protected]
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