Publicado em: 12 de fevereiro de 2021 Atualizado:: fevereiro 12, 2021
novo prefeito do município de Mucuri mesmo antes de assumir já vinha deixando público que estava enfrentando problemas com a administração substituída que estava dificultando o acesso às informações. Ao assumir o prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (DEM) deixou público mais uma vez que herdou uma bagunça e que teria muito trabalho para reorganizar o município, porque o governo anterior não havia deixado os arquivos e nem repassado nenhum documento ou sistema para o novo governo. A transição é como “o momento da passagem de bastão”. É quando a administração que está saindo passa as informações para a nova gestão, para que ela possa se preparar para assumir as tarefas.
No dia 14 de janeiro, o prefeito Robertinho reuniu a imprensa regional e fez uma exposição da situação em que encontrou o município, inclusive com os vencimentos de dezembro, férias e 13º salário dos servidores sem pagar, além de vários fornecedores sem receber. Na ocasião, o prefeito Robertinho assumiu a responsabilidade de fazer o pagamento dos salários deixados em atraso pela administração que lhe antecedeu. “Até o dia 31 de janeiro vou pagar o primeiro mês de minha responsabilidade e assim que receber os documentos do prefeito anterior, que tem paradeiro incerto, faço a previsão de receita para começar pagar, desde que haja legalidade e disponibilidade financeira”, disse na época.

Somente na última terça-feira (09/02), exatos 40 dias após a posse do novo gestor, ocorreu a entrega da documentação da gestão anterior do exercício financeiro de 2020 de responsabilidade do ex-prefeito José Carlos Simões (PSD), através do representante nomeado por ele para a equipe de transição, o advogado Juscelino Mendes de Souza que protocolou no gabinete do novo prefeito Robertinho a documentação que deveria ter entregado no mês passado. Mas numa análise mais apurada pelos especialistas contábeis da atual gestão durante três dias de trabalho, sob a coordenação do contador Aldair Brito do Nascimento, de imediato, foram constatadas várias irregularidades, informadas a seguir:
III) – Todas as cópias foram disponibilizadas sem assinaturas dos responsáveis, o que as tornam nulas e inválidas do ponto de vista jurídico e contábil;
VII) – A relação de documentos apresentados não está de acordo com a resolução 1311/2012, eis que todas as pastas estão com cópias de documentos, sem as devidas assinaturas, consequentemente, sem qualquer valor contábil e jurídico, ficando totalmente prejudicada a análise superficial.
A Prefeitura Municipal informa que mesmo com a conclusão do processo de transição, não se consolidou a entrega da documentação pela ex-administração, podendo ser possível apenas depois que o SIGA – Sistema Integrado de Gestão e Auditoria do TCM – Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia justificar veracidade de toda documentação informada e disponibilizá-la à transparência pública, quando de fato será conhecida a verdadeira realidade deixada pela ex-gestão municipal.
Os relatórios produzidos e finalizados no final da tarde desta quinta-feira (11/02), consideraram totalmente destoante da realidade e pelo não cumprimento aos dispositivos da Resolução nº 1311/2012 do TCM, cujo envio de documentação já teria afrontado o seu artigo 1º, onde esta determina que o ex-gestor que encerrou o seu mandato em 31 de dezembro de 2020, através dos membros de sua equipe que havia nomeado deveria “repassar informações e documentos aos representantes da nova administração, de modo a não inibir, prejudicar ou retardar as ações e serviços encetados em prol da comunidade, evitando a descontinuidade administrativa no município, onde durante a transição nenhum dos 69 ofícios encaminhados pela administração substituta foi sequer respondido pela administração substituída.

Conforme o secretário Municipal de Saúde, Fernando Gonçalves Jardim, que presidiu a equipe que recepcionou a documentação da gestão anterior, a partir de agora a nova gestão tem a incumbência de debruçar nas novas missões da Prefeitura Municipal no intuito de conhecer a realidade orçamentária do município, com informações como a disponibilidade de caixa diante dos comprometimentos financeiros e o volume de restos a pagar e de dar continuidade com as obrigações do município de Mucuri em um todo, sobretudo, garantir a continuidade de projetos e serviços públicos. Segundo o chefe Municipal de Gabinete, o advogado Robson Carlos, o grupo político que deixou a Administração tinha o dever republicano de promover uma transição respeitosa, informando a realidade orçamentária dos órgãos da administração direta e indireta do município e o andamento dos programas e ações existentes.
*Da Redação
Últimas notícias