Publicado em: 1 de maio de 2016 Atualizado:: maio 1, 2016
Neto de Cangaceiro e filho da Tribo Pataxó, Índio espera brilhar no futebol mineiro.
Um dos novos reforços da categoria Sub 17 do CBF tem uma história muito bacana e que vale a pena ser contada! É o volante Cleyton Vieira, que tem em suas veias um sangue guerreiro e promete conquistar seu espaço no futebol mineiro, sem medo de enfrentar os novos desafios.
Nascido em 02 de novembro, filho de pai indígena e mãe baiana, o jovem de 16 anos se orgulha de sua família e se inspira no sucesso deles. “Minha mãe é do sertão da Bahia, veio de Juazeiro, bem perto da divisa com Pernambuco. Já meu pai é índio Pataxó. Nasci lá na tribo, e sou filho de índios também”, conta Cleyton , que viveu com seus avós até os 9 anos de idade, enquanto seus pais trabalhavam. “A gente não tinha uma casa. E com a força da minha mãe ela se formou. Fez faculdade, mestrado, e a vida foi melhorando”.
O índio, que se orgulha de ser “nascido no mato” mostra que tem disposição para vencer no futebol. Talvez a origem de tanta determinação possa ser explicada pela história de sua família, que o garoto faz questão de contar: ”Eu tenho esse sangue misturado e forte. O avô da minha mãe era nordestino, do cangaço, então corre na minha veia um sangue de índio e de cangaceiro. Sempre acreditei que sairia de onde eu nasci pra jogar bola fazer oque eu gosto”.
Recém-chegado ao Centro Brasil de Futebol, Cleyton diz que aqui tem uma experiência muito boa, e lembra que sua vida no futebol nunca foi fácil. “É o primeiro clube que me deu oportunidade. Já fui a vários, passei no Guarani/SP mais não voltei. E o CBF caiu pra mim na hora certa eu acredito.
Desde 12 anos eu sonho, e com 14 anos minha mãe me mandou pra fazer testes no Guarani lá em Itabatan”, lembra ele, que aos poucos foi evoluindo no clube e chegou a ser observado pelos treinadores.
Confiante, o garoto considera que esse é seu ano, onde partes dos sonhos já começaram a se realizar: “Estou me esforçando cada dia, mas cada dia uma luta e cada vez mais lutando sem deixar o sonho desanimar. Vou mostrar meu trabalho aqui, e eu pretendo cair em um time grande como América, Cruzeiro ou Atlético e me profissionalizar e ser um grande jogador.
Tudo na vida começa de baixo, e minha vida começou assim, e tenho fé em Deus que eu vou conseguir”, lembra o otimista indígena.
*Da Redação
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