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Uma grande noite carioca

Publicado em: 6 de agosto de 2016 Atualizado:: agosto 6, 2016

Vanderlei Cordeiro de Lima pira

 

Não me surpreendi com a alta qualidade da festa de abertura da Olimpíada no Maracanã. A história da cidade é de crescer na hora grande, exibir-se feito um pavão esplendoroso quando se submete aos olhos do mundo. A abertura olímpica não deveu nada a qualquer outra que tenha vindo antes. A última que lembro surpreendente e inigualável data de 1980, a lágrima surpreendente a cair dos olhos do ursinho Misha em Moscou. Daí em diante, houve festas bonitas, sim, e foi a estas que o Brasil, o Rio de Janeiro não deveu coisa qualquer.

Universal, contemporânea, simples, criativa e bela, a festa de abertura da Olimpíada carioca terminou fazendo justiça a Vanderlei Cordeiro, o maratonista que tinha o ouro nas mãos quando foi atacado por um idiota que invadiu a pista em Atenas, atrasou-se e ficou só com o bronze. Mais tarde, ganhou a Medalha de Coubertin, não era suficiente. Agora, sim, a justiça tardia está feita ao acender a pira olímpica. Pouco antes, o show das baterias das escolas de samba deixou muito claro ao mundo e ao resto do país que, sim, era um evento carioca. Universal, mas carioquíssimo.

Agora, os jogos. Que atletas batam recordes, que turistas se divirtam e a segurança consiga evitar qualquer risco de violência terrorista no período olímpico. A primeira amostragem foi promissora.


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