Publicado em: 14 de abril de 2016 Atualizado:: abril 15, 2016
A Moção de Repúdio nº 001/2016, apresentada na Sessão da Câmara da terça-feira (12), tem a assinatura do vereador Vomberto Alves de Souza (PMDB), e é direcionada à Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), em razão dos péssimos serviços prestados à população de Mucuri no que diz respeito a abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Para Vomberto, “é simplesmente vergonhosa, vexatória, afrontosa, desrespeitosa e, vale dizer ainda, até humilhante, a forma como a direção da Embasa trata a população do município de Mucuri”.
A Embasa diz manter em funcionamento um Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), cuja construção começou em 2007 e, segundo a direção da empresa, teve suas operações iniciadas em fevereiro de 2014. O que se vê, verdadeiramente, é negligência por parte da empresa.
Só para citar alguns aspectos associados à Embasa em Mucuri, Vomberto relaciona:
“1. Péssima qualidade da água que chega às torneiras das residências. Em algumas situações, o líquido, que poderia ser realmente “precioso”, vem acompanhado de mau cheiro, coloração amarronzada, sujeira e gosto estranho, impróprio para consumo humano;
2. Cobrança indevida de taxas de esgoto em residências não atendidas pelo serviço;
3. Baixíssimo índice de atendimento, representando apenas 35% das residências, com uma representatividade de 1.091 ligações de esgoto existentes, beneficiando pouco mais de 3.000 habitantes;
4. Falta de segurança e manutenção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que, instalada em uma área de aproximadamente 8,19 hectares, está sujeita à presença de pessoas mal-intencionadas e atos de sabotagem;
5. A empresa não contrata pessoal de segurança para a área da ETE. A própria Embasa admite que alguns moradores de bairros próximos rompem constantemente a cerca e transitam no interior da estação sem a devida autorização;
6. De forma irresponsável, a empresa chega a admitir que, por não haver nenhum equipamento eletromecânico no interior da unidade em questão (ETE), não há a necessidade de contratação de vigilância para a localidade. Mas, como fica a saúde da população? Qual a certeza que se tem de que realmente chegará água confiável nas torneiras das casas?
7. A empresa admite que, por diversas vezes, a estação foi alvo de depredação, por alguns moradores locais, onde o gerente do escritório local, Rafael Fernandes Miguel, registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Civil da localidade, pois é de responsabilidade do estado promover a segurança tanto ao patrimônio público quanto privado. Nesse item, fica provado realmente que a empresa é negligente e não tem o mínimo respeito com a qualidade do produto que abastece as casas. Por que não se contrata vigilância?
8. A empresa informa, também, que no ano de 2014 foi realizado um trabalho de plantio de 1.500 mudas de eucalipto ao longo de todo o perímetro da área da ETE, trabalho esse realizado pela Embasa em conjunto com a Escola Estadual Jaci Ferreira dos Santos e a Câmara de Mucuri, e no ano de 2015, alguns moradores vizinhos a ETE provocaram a queima do cinturão verde existente ao longo da área da ETE. O problema é que, até o momento, nenhuma medida foi tomada pela empresa para recompor a vegetação destruída.
9. A Embasa reconhece que o líquido que está provocando a contaminação do solo e mau cheiro nas imediações da estação é proveniente de espuma formada pelo turbilhonamento do efluente durante a passagem do fluido nas caixas de passagem. Mesmo justificando que a Unidade Regional de Itamaraju, juntamente com o escritório local de Mucuri, já tomaram as devidas providências para sanar o problema relatado, nada mudou. As comunidades dos bairros mais afetados, além de moradores de bairros mais distantes e do centro de Mucuri, continuam manifestando indignação e revolta.
10. Finalmente, conforme documento assinado por Rogério Costa Cedraz, presidente da Embasa, ele apenas se comprometeu em realizar palestras educativas na região, no intuito de conscientizar a população da região quanto à importância e os benefícios do sistema de esgotamento sanitário existente no Município. E mais nada. Nada, nada, nada.”
Finalizando, o vereador ressalta: “Não podemos aceitar, muito menos conviver passivamente com tais abusos. A Embasa está instalada no Município e comprometeu-se a atender de forma profissional, eficiente e responsável a população.”
Diante do exposto, Vomberto vai solicitar o registro em Ata da Moção de Repúdio e envio de ofício, acompanhado de cópia do documento, ao presidente da Embasa, Rogerio Costa Cedraz, com cópias para Paulo Alexandre Matos Griffo, prefeito municipal, e Rui Costa dos Santos, governador do estado, e aos deputados estaduais e federais votados no Município nas eleições de 2014.
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