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Pan-Americano de Dragon Boat 2027 em Salvador está com inscrições abertas para equipes

Publicado em: 19 de outubro de 2026 Atualizado:: outubro 19, 2026

Pan-Americano de Dragon Boat 2027 em Salvador está com inscrições abertas para equipesAs águas da Praia da Penha, na Ribeira, em Salvador, vão se transformar no centro da canoagem dragon boat das Américas entre 29 de março e 4 de abril de 2027. Salvador sediará o Pan-Americano de Dragon Boat 2027, realizado pela primeira vez na América do Sul. Com inscrições já abertas, a expectativa é reunir cerca de dois mil atletas de mais de dez países para a disputa.

No Brasil, podem se inscrever federações, associações, clubes, equipes, membros e filiados à Confederação Brasileira de Dragon Boat (CBDB). Nos demais países, podem participar federações, clubes e equipes filiadas à Federação Pan-Americana de Dragon Boat (PADBF). A competição contará com o apoio do Governo do Estado, que foi um dos principais incentivadores da realização do evento no estado.

“Estamos muito felizes com a realização de um evento internacional de dragon boat em águas baianas. Isso demonstra a força e a aceitação que a modalidade encontrou aqui no estado, com um projeto voltado à iniciação e ao aprimoramento espalhado pela Bahia. A expectativa é de uma grande competição e que muitos baianos e baianas mostrem sua técnica conquistando bons resultados em casa”, destaca Vicente Neto, diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).

As inscrições seguem até 1º de março de 2027, conforme as orientações disponíveis no site da organização – https://www.cbdb.com.br/eventos/pan-americano-dragon-boat-2027. Os atletas a partir dos sete anos de idade precisam ser membros do clube filiado à PADBF há pelo menos dois meses antes do primeiro dia da competição. Nos países que não contam com uma federação filiada à entidade, os clubes podem solicitar autorização diretamente à PADBF. As equipes precisam conter no mínimo dez remadores, um timoneiro e um ritmista para disputar a competição.

Bahia no Pan-Americano – Na Bahia, o projeto Núcleos de Canoagem Dragon Boat Bahia é uma parceria entre a Federação Baiana de Canoagem (Febac) e a Sudesb, autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). A iniciativa mantém núcleos em Salvador, Camamu, São Félix e Paulo Afonso.
Entre as equipes que participam do projeto no estado está a Sobreviventes de Remo, formada por 16 mulheres que tiveram câncer de mama e que se prepara para participar pela primeira vez do Pan-Americano de Dragon Boat. As atletas treinam duas vezes por semana na lagoa do Dique do Tororó, em Salvador, onde encontram no esporte uma forma de contribuir para a recuperação física e emocional e melhorar a qualidade de vida.

O crescimento do esporte na Bahia e a preparação para a competição internacional foram temas do novo episódio do Sudesbcast, podcast da Sudesb, com Rogério Xavier, presidente da CBDB, e Cesare Decarli, vice-presidente da entidade. Durante a conversa, os dirigentes falaram sobre a expectativa para o evento em Salvador e a presença de atletas e familiares de diferentes países.

“Eu penso que vai ser uma grande competição, um grande Pan-Americano”, afirmou Cesare. Rogério destacou a presença das famílias dos atletas e a oportunidade de conhecer a capital baiana. “A maior torcida dos atletas é a própria família que vai junto”, comentou, ao falar sobre o potencial turístico do evento e as visitas ao Centro Histórico de Salvador. O episódio completo está disponível: https://youtu.be/GvsNIZBLkkI?is=jQUG8m-OtH0ErzjQ .

Carranca Boat – De origem chinesa, o dragon boat chegou à Bahia por meio do italiano Cesare Decarli, que introduziu a modalidade em Paulo Afonso, às margens do Rio São Francisco. Na região, a prática passou a ser conhecida como Carranca Boat, nome inspirado nas carrancas, figuras tradicionais associadas à proteção das embarcações que navegam pelo rio.

O dragon boat é uma modalidade de canoagem coletiva em que os remadores precisam manter o ritmo das remadas, orientados pelo som do tambor. As embarcações têm cerca de 13 metros de comprimento e são conduzidas por até 20 remadores, um timoneiro, responsável por direcionar o barco, e um ritmista, que marca o ritmo das remadas, totalizando 22 atletas. No Brasil e em outros países, a modalidade também tem se destacado pelo trabalho com mulheres que tiveram câncer de mama, contribuindo para o fortalecimento da autoestima e a qualidade de vida.

 

 

 

*Foto: Camila Soares

*Fonte: Ascom/Sudesb


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