Publicado em: 6 de agosto de 2026 Atualizado:: agosto 7, 2026
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) divulgou, nesta quarta-feira (6), uma nota em que pede a candidatos, partidos, federações, coligações e equipes de campanha que respeitem a atuação da imprensa durante o período eleitoral. A entidade informou ter recebido relatos de jornalistas sobre reações consideradas intimidatórias diante de reportagens, entrevistas e questionamentos, e reforçou que eventuais divergências devem ser tratadas pelos instrumentos legais e democráticos.
Segundo o sindicato, fiscalizar a atuação de agentes públicos, partidos e candidatos faz parte da função do jornalismo. O Sinjorba destaca que a apuração dos fatos, a busca pelo contraditório e a divulgação de informações de interesse público são deveres da profissão. A entidade ressalta, no entanto, que candidatos têm o direito de contestar reportagens, apresentar documentos, solicitar correções e recorrer ao direito de resposta, desde que esses mecanismos não sejam utilizados para constranger profissionais ou impedir a divulgação de informações.
“O Sinjorba ressalta, porém, que esses instrumentos não podem ser convertidos em formas de constrangimento ou censura. Tentar pressionar profissionais com alteração de voz ou comportamento intimidatório, impedir previamente a divulgação de reportagens ou utilizar medidas judiciais de maneira abusiva para dificultar a cobertura jornalística ameaça não apenas o exercício profissional, mas também o direito da sociedade de receber informações plurais e de interesse público.”
A nota também faz um apelo às assessorias de comunicação das campanhas para que orientem candidatos a responder críticas pelos meios previstos na legislação. O sindicato lembra que a liberdade de expressão e de informação é garantida pela Constituição Federal e cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), aperfeiçoado em 2025, segundo o qual empresas jornalísticas só podem ser responsabilizadas por entrevistas com falsas acusações de crime quando houver comprovação de má-fé ou negligência grave na apuração.
Por fim, o Sinjorba afirma que sua atuação é institucional e não está vinculada ao apoio ou oposição a candidaturas. A entidade informa que continuará acompanhando denúncias durante o processo eleitoral e prestará assistência aos jornalistas, adotando medidas institucionais ou judiciais em casos de agressão, intimidação ou tentativa de censura ao exercício da profissão.
*Da Redação